Você está aqui: Pagina PrincipalArtigos

Mestres em enganar no trabalho.

Mestres em enganar no trabalho

 

A revista THE ECONOMIST, a mais importante revista de economia e negócios do mundo (inglesa), publicada desde 1843, em sua edição de 25 de outubro de 2014, traz um interessante artigo sobre a arte de enganar no trabalho, com o irônico título “Um Guia para Enganar (no trabalho): como prosperar no trabalho com o mínimo de esforço.” No artigo a revista descreve desde o antigo artifício de deixar o paletó no encosto da cadeira para que o chefe pense que o funcionário já chegou ou ainda não saiu, até truques mais modernos como ficar com olhar sério e fixo no computador fingindo estar vendo algo importante referente ao trabalho e, na verdade, estar no Facebook papeando com amigos ou marcando uma festa. 

 Todos nós conhecemos esses mestres em enganar no trabalho. Muitos deles fazem questão de dizer que são os primeiros a chegar e os últimos a sair. Mostram-se preocupados com tudo o que acontece. Fazem-se de ocupados o tempo todo e fazem aquilo que os ingleses chamam de “teatro do entusiasmo”. São os primeiros a aplaudir novas ideias e projetos, mas na hora de fazer estão sempre ocupados, marcam viagens e acompanham tudo, mas sempre longe da execução de fato. E no final de tudo, aparecem para receber os elogios e até mesmo, espertamente, elogiar os colegas que fizeram acontecer.

 

A revista mostra que esse problema é maior em grandes empresas. Quanto maior a empresa, mais fácil é enganar, diz a THE ECONOMIST, sem falar no serviço público, sem dúvida o local mais propício para os mestres na enganação em qualquer lugar do mundo, afirma.
 

 A maneira mais eficaz de pegar essas pessoas enganadoras é estar presente no local de trabalho, acompanhar de perto o que fazem, enfim participar ativamente da execução e não ficar fechado em gabinetes, como faz a maioria dos gestores.

 Pense nisso. Sucesso!

Fonte:

http://www.nota10.com.br/Palavra_do_especialista-detalhes-Nota10_Publicacoes/6786/mestres_em_enganar_no_trabalho

 

Quantidade de policiais por número de habitantes é da ONU ?

Quantidade de policiais por número de habitantes

Por Sergio Carrera de A. Melo Neto

Clique Aqui para ver o Artigo Completo.

Algumas palavras sobre o tempo gasto com informação

Atualmente, diz-se que estamos na era da informação. As pessoas procuram sofregamente ler os jornais diários, revistas semanais e assistir a todos os telejornais possíveis. De outra forma, não se consideram "informadas".

Será que tudo isso é mesmo necessário?

Para começar, vamos fazer uma distinção entre notícia, informação, conhecimento e sabedoria.

O que é uma notícia? É a ciência de um evento. Já informação é a ciência de um evento que nos interessa. Um conjunto de informações ordenadas por algum critério constitui um conhecimento. Por fim, sabedoria é o conhecimento permeado pela nossa experiência de vida, pela espiritualidade. É o nosso legado pessoal para o mundo.

Uma notícia só será informação para nós se estiver de alguma forma ligada à nossa vida, trouxer-nos algum benefício ou evitar-nos um prejuízo. Como dissemos acima, informação é a ciência de um evento (notícia) que nos interessa. Por exemplo, a notícia de um assassinato, se não somos parentes ou relacionados com a vítima, será informação apenas para os policiais da Delegacia de Homicídios e para o encarregado das estatísticas policiais. Para as demais pessoas, a ciência desse fato apenas contribuirá para aumentar a neurose da violência. Assim, não vejo sentido nenhum em assistir a noticiário do tipo Aqui - Agora. Prefiro essa expressão no contexto da Análise Transacional, em que significa a necessidade de viver concentrado no presente para que haja bem-estar...

É preciso ter em mente que as notícias veiculadas por um órgão de comunicação qualquer representam apenas uma amostra da totalidade dos acontecimentos. O que faz com que esta ou aquela notícia seja selecionada é o tipo de imagem da realidade que o órgão deseja transmitir. No meio televisivo, conta-se uma piada que, apesar do tom jocoso, reflete pura realidade: o noticiário mostra o mundo como o dono da emissora gostaria que ele fosse (ou como ele quer que se pareça), enquanto as novelas o mostram como o telespectador gostaria que fosse (fonte: artigo de Eugênio Bucci no Caderno 2 do Estadão).

Outro fato ao qual temos de estar atentos é que a câmera, ao mostrar uma imagem, deixa de mostrar todas as outras. Ou seja, a câmera descontextualiza o objeto de suas lentes, tornando muito fácil conduzir o espectador a pensar qualquer coisa que se queira sobre ele. Vocês já viram filmes de treinamento em que a câmera começa focalizando um objeto em close e depois vai lentamente se afastando, e, à medida que o contexto vai aparecendo muda completamente a idéia do espectador sobre o objeto? Logo, mais importante do que o que a câmera nos mostra é o que ela deixa de mostrar.

Alguém já disse que não existem fatos, apenas versões. Eu o julgo correto, porque nenhuma realidade reportada pode ser dissociada da vivência subjetiva de seu espectador. Costumo exemplificar esse fenômeno com um exercício: imaginem uma escultura irregular no centro de 10 cadeiras dispostas em círculo. Colocamos 10 pessoas sentadas ao redor da escultura e pedimos a cada uma que descreva e desenhe o que está vendo. Pegamos todas as descrições e desenhos e os submetemos à apreciação de uma pessoa que não estava presente, pedindo que nos dê sua opinião. Ela, com certeza, pensará tratar-se de diversos objetos, quando, na realidade, trata-se apenas de pontos de vista diferentes do mesmo objeto. São apenas perspectivas diferentes!

Outro experimento semelhante foi-me relatado ainda nos bancos da faculdade de Direito, lá nas Arcadas, pelo então professor de Direito Penal, Paulo José da Costa Júnior. Certa ocasião, ele explicava a seus alunos esse fenômeno das versões, advertindo-os de que depoimentos minuciosamente parecidos, idênticos demais, são depoimentos falsos. Enquanto ele dava sua aula, sem dizer palavra entrou uma mulher na sala, sentou-se à mesa do professor por alguns minutos, e, da mesma forma como entrou, saiu. Ele imediatamente interrompeu a aula e pediu aos alunos que a descrevessem, por escrito. Finda a experiência, a mulher voltou à classe e todos puderam confrontar suas descrições com a realidade. Mais ainda, perceberam a disparidade entre o que captaram da realidade e essa mesma realidade.

É assim mesmo que acontece na vida real. Tudo o que entra pelos sentidos tem de passar pelo crivo de tudo o que já havia previamente em nosso ser, constituindo a apreciação subjetiva. A única forma de nos aproximarmos da realidade é comparando diversas versões e extrair o conteúdo comum.

Bem, somando o que foi dito até aqui, ficou claro que sempre que buscamos notícias estamos sujeitos a algum tipo de manipulação, mesmo que involuntária. E a maneira mais fácil de não ser influenciado pela manipulação, seja voluntária ou não, é simplesmente ignorando a notícia. Dessa forma, o dinheiro gasto para nos manipular, se por um lado não vai construir nenhuma obra benemérita, por outro não atinge seu fim nefasto (ou seria funesto?).

Todo o cuidado é pouco com telejornais. Enquanto na imprensa escrita o leitor sempre tem a possibilidade de selecionar os conteúdos que absorve, passando adiante quando percebe falta de seriedade ou manipulação, e ainda lendo na velocidade que o seu raciocínio exige, nos telejornais isso não é possível: para chegar à notícia que lhe interessa, o espectador tem de se sujeitar a todas as que a antecedem, acompanhadas de imagens colocadas como absolutas, e em velocidade que impede qualquer raciocínio ou crítica. Ou seja, uma notícia totalmente relativa acaba virando verdade absoluta em nossa cabeça, sem que ao menos tenhamos consciência disso.

Não é à toa que as pessoas gastam boa parte do seu tempo livre comentando o aumento da criminalidade, epidemias de cólera (ou de dengue, ou de Ebola, ou de seja lá o que for) e o avanço da AIDS.

E, enquanto isso, aqueles que têm por obrigação legal zelar pelo nosso bem-estar vão metendo a mão em nosso bolso, tornando-nos cada vez mais pobres. E nós aqui, preocupados com um monte de coisas que não nos dizem respeito...

Portanto, reavaliem se não estão tempo demais na frente da televisão. Aproveitar esse tempo para conversar com os filhos ou com o cônjuge, ler um bom livro, ir a um teatro ou cinema é muito melhor pedida. E, provavelmente, não vai deixá-los neuróticos ou deprimidos.

Há ainda outro detalhe: não tendo a mente entulhada pelo excesso de dados (notícias), a percepção vai-se abrindo para outros aspectos, como os processos e o encadeamento dos fatos, e, aos poucos, vamos sendo capazes de perceber o que há por trás deles, tornando-nos mais imunes à manipulação. Desenvolvemos a capacidade de ler nas entrelinhas!

Dissemos que o conhecimento é o conjunto de informações ordenadas sobre determinado assunto. Hoje (1995), a cada vinte anos o conhecimento disponível ao ser humano dobra. Estima-se que no ano 2010 este ciclo será de apenas 4 anos. Ou seja, considerando-se o aspecto intelectual, pretender estar a par de tudo é tarefa sobre-humana. Nunca foi tão atual a frase de Salomão, "vivendo e aprendendo", pois sempre temos algo a aprender, não importa qual seja nosso conhecimento e o quanto já vivemos.

A única possibilidade de abarcar todo o conhecimento é desenvolvendo nosso lado intuitivo, do sentir, através da meditação ou outras técnicas, com o qual podemos acessar tudo, a qualquer tempo. Em programação neurolinguística diz-se ser preciso desenvolver o hemisfério direito do cérebro.

Ponto fundamental, em minha opinião, é o desenvolvimento da imunidade à manipulação. Isto pode ser feito pelo caminho descrito no parágrafo anterior, mas também pelo hemisfério esquerdo do cérebro, que todos já utilizam. Para os que preferem esse terreno conhecido, sugiro o estudo da lógica, principalmente das falácias não formais (pois o sofisma é mais facilmente identificável; muitas vezes a premissa falsa é evidente), e o estudo da filosofia, que nos estimula a buscar a essência das coisas.

Felizmente, a tecnologia já está disponibilizando news on demand, ou seja, receberemos as notícias triadas de acordo com áreas de interesse previamente definidas!

São Paulo, em setembro de 1995.

Antonio Silvio Curiati

Improbidade administrativa: Lei 8.429 completa 20 anos

Promulgada no dia 2 de junho de 1992, a Lei 8.429, conhecida como Lei de Improbidade Administrativa é, na avaliação do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ayres Britto, “o mais denso e importante conteúdo do princípio da moralidade, do decoro e da lealdade”. Em seus vinte anos de vigência, a norma, para Ayres Britto, revolucionou a cultura brasileira, ao punir com severidade os desvios de conduta dos agentes públicos. “A Lei de Improbidade Administrativa é revolucionária porque modifica para melhor a nossa cultura”, afirma. “Com ela, estamos combatendo com muito mais eficácia os desvios de conduta e o enriquecimento ilícito às custas do Poder Público”.
Foi justamente essa motivação que norteou a sua proposição: dotar o ordenamento jurídico de um instrumento eficaz de combate à corrupção. Na exposição de motivos do Projeto de Lei 1.446/1991, encaminhado pelo Poder Executivo ao Congresso Nacional, o então ministro da Justiça, Jarbas Passarinho, assinalava que “uma das maiores mazelas que, infelizmente, ainda afligem o País é a prática desenfreada e impune de atos de corrupção no trato com os dinheiros públicos”. O objetivo do projeto de lei era criar mecanismos de repressão que, para ser legítimo, “depende de procedimento legal adequado”, sem “suprimir as garantias constitucionais pertinentes, caracterizadoras do Estado de Direito”.
Defesa de princípios
A Lei de Improbidade Administrativa regulamenta o artigo 37 da Constituição da República, que ordena os princípios básicos da Administração Pública (legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência) e prevê expressamente a imposição de sanções para atos de improbidade. O texto legal especifica tais atos em três categorias principais: enriquecimento ilícito, prejuízo ao Erário e atentado contra os princípios da Administração Pública. As penas fixadas incluem a perda de bens acrescidos indevidamente ao patrimônio, o ressarcimento integral do dano ao Erário, a perda da função pública, a suspensão dos direitos políticos e o pagamento de multa.
Nos vinte anos de vigência, a Lei 8.429 resultou, segundo levantamento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) até março deste ano, em 4.893 condenações nos Tribunais de Justiça estaduais e 627 nos Tribunais Regionais Federais. Sua aplicação, porém, ainda é motivo de diversas discussões no âmbito do Poder Judiciário, tanto por meio de recursos às condenações impostas quanto por questionamentos diretos sobre o teor e a constitucionalidade da lei. Muitas delas desembocam ou têm origem no Supremo Tribunal Federal.
Foro por prerrogativa de função
O tema mais recorrente nos recursos contra condenações por improbidade que chegam ao STF diz respeito ao foro competente para julgar tais casos. É que a Lei 10.628/2002 alterou o artigo 84 do Código de Processo Penal para estabelecer o chamado foro por prerrogativa de função de autoridades e ex-autoridades, inclusive em processos relativos a atos de improbidade administrativa.
Na prática, a lei retirava a competência do juízo de primeiro grau para julgar prefeitos, governadores e ministros de Estado, que passariam a ser processados por improbidade nos Tribunais de Justiça, no Superior Tribunal de Justiça e no próprio STF, respectivamente – da mesma forma que ocorre em processos criminais. A prerrogativa era garantida inclusive quando a denúncia fosse feita mesmo com o agente político não estando mais no exercício do cargo.
Em duas Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs 2797 e 2860), o Plenário do STF julgou inconstitucional a Lei 10.628/2002. O entendimento foi o mesmo que levou a Corte, em agosto de 1999, a cancelar a Súmula 394, que preservava a competência especial após a cessação do exercício: a de que a ampliação da regra do chamado “foro privilegiado” não foi contemplada pela Constituição de 1988. No caso específico das autoridades processadas por improbidade, o fundamento foi o de que a legislação infraconstitucional não poderia ampliar a competência dos Tribunais Superiores fixada na Constituição.
O julgamento das duas ADIs ocorreu em 15 de setembro de 2005. Em maio de 2012, ao examinar embargos de declaração opostos pelo procurador-geral da República, o Plenário acolheu a proposta de modulação de efeitos da declaração de inconstitucionalidade da Lei 10.628/2002 para que a decisão de inconstitucionalidade tenha eficácia desde aquela data.
Com base na decisão na ADI 2797, o STF passou a devolver às instâncias ordinárias os processos que tinham como parte ex-ocupantes de cargos públicos que pretendiam ser processados em foros especiais.
CF/CG,AD
 

DPU defende uso do princípio da insignificância para estelionato

A Defensoria Pública da União (DPU) impetrou Habeas Corpus (HC 111918) no Supremo Tribunal Federal (STF) em favor de J.C.S.P., condenado pelo crime de estelionato contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A Defensoria pede a cassação do entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de que não se aplica o princípio da insignificância ao crime de estelionato praticado contra entidade de Direito Público.
 
Segundo a denúncia, J.C.S.P. foi condenado pela Justiça Federal por ter recebido indevidamente benefício previdenciário concedido a pessoa de quem era procurador, após seu falecimento, no valor de R$ 4.000,00. Contudo, após apelação criminal, o Tribunal Regional Federal da 3º Região, com sede em São Paulo, reformou a condenação ao aplicar o princípio da insignificância, em razão da Lei nº 10.522/2002, que, em seu artigo 20, prevê o não ajuizamento de execuções fiscais em débitos de até R$ 10.000,00, com a consequente absolvição do réu.
 
Ainda segundo a defesa, o STJ reformou a decisão do TRF, alegando entendimento já consolidado naquela Corte de que não se aplica o princípio da insignificância ao crime de estelionato cometido em detrimento de entidade de direito público.
 
No pedido ao STF, o defensor ressalta que J.C.S.P. está sofrendo “constrangimento ilegal por não lhe ser concedida a substituição da pena privativa de liberdade por pena restritiva de direito”. Sustenta que ele é réu primário, tem bons antecedentes, é trabalhador e passava por “sérias dificuldades à época do ocorrido”.
 
A Defensoria registra ainda que no caso faz-se necessário a aplicação “de um dos mais importantes princípios do Direito Penal que é o in dúbio pro reo”, ou seja, se há dúvida, a decisão deve ser favorável ao réu.
 
Com esses argumentos, a  Defensoria requer a concessão de medida liminar para suspender os efeitos do acórdão do STJ até o julgamento em definitivo do habeas corpus. No mérito, pede a confirmação da liminar.
 

Pagina 5 de 8

Go to top